As ferramentas para a aprendizagem da língua estrangeira

*Por Roberta Albuquerque

Há alguns anos, aprender uma língua estrangeira era privilégio de poucos, pois o custo disso era alto, devido à limitação de profissionais e de escolas de ensino. Poucas eram as instituições dedicadas apenas a essa modalidade e, além disso, os ensinos médio e fundamental ofereciam uma carga horária muito restrita. Para aqueles que quisessem aprender sozinhos, os chamados autodidatas, as ferramentas eram praticamente inexistentes. Hoje, felizmente, a realidade é outra. Mas será que os alunos sabem aproveitar todos os recursos existentes para a aprendizagem de outra língua? Possivelmente não, mas serão apresentadas, neste texto, algumas dicas para fortalecer a importância dessas ferramentas.

Olhando para trás, anos 1980 e 1990, é possível lembrar o nome de duas instituições que tinham propagandas em canais de televisão e as fitas cassetes “k7” para a prática da audição (auge de seu uso entre os anos 1980 e 1990). A realidade hoje, felizmente, é bem diferente, pois são inúmeras as escolas que oferecem cursos de línguas, que trabalham a escrita e a fala, ora voltada para os negócios, ora voltada para o turismo, além de oferecerem valores e condições de pagamento atrativas.

Não se pode deixar de associar a maior facilidade de acesso à língua estrangeira ao crescimento e ao desenvolvimento da tecnologia. Os computadores, “smartphones”, videogames e afins passaram a auxiliar, consideravelmente, esse processo de conhecimento. No passado, as ferramentas eram: apostila, dicionário, fita k7 e professor.

Na internet, é possível encontrar dicionários, gramáticas, exercícios, vídeos e muitas outras atividades interativas, além de cursos online. Outro meio de estudo é a televisão, que, no passado, oferecia apenas “canais abertos” nacionais e não reproduzia os diferentes filmes e séries que hoje são transmitidos pela televisão “a cabo”. O interessante é que muitos desses programas podem ser assistidos em seu idioma original, constando as legendas para facilitar a compreensão do telespectador. Também é possível configurar as legendas e os áudios em diferentes idiomas. Outro recurso interessante e divertido é o videogame, que traz uma linguagem particular, pois muitos termos dos jogos são em inglês. Dessa forma, torna-se imprescindível entender os comandos solicitados para a sobrevivência do personagem no jogo.

As músicas de maior relevância no mercado mundial são gravadas em inglês, mas será que todos entendem o que está sendo cantado? Já procuraram traduzir o significado das músicas que vocês gostam? Algumas pessoas dizem não ter tempo para isso, pois gostam apenas da melodia, mas será que esse processo de compreensão não lhes agregaria nada? Muitos equipamentos eletrônicos possuem termos em inglês, mas será que todos os conhecem, como as letras “L” e “R” dos fones de ouvido? (Left = esquerdo, Right = direito). O “mouse”, utilizado diariamente nos computadores, o “play” e o “power” dos diferentes controles; enfim, não basta apenas existirem ferramentas, se não partir da curiosidade de cada um a busca pelo entendimento.

Vários instrumentos foram mencionados, mas há um que está mais próximo de todos, tendo, atualmente, maior relevância, trata-se do telefone celular, sendo o modelo mais utilizado o chamado “smartphone” (traduzindo: telefone inteligente). Nele, é possível consultar a internet, as redes sociais, distrair-se com jogos, tirar fotos e até mesmo ligar! (hahaha). Há muitos aplicativos disponíveis nesses aparelhos, inclusive alguns direcionados para a aprendizagem de língua estrangeira; ou seja, isso está ao alcance de todos, ou melhor, na mão de todos.

Diferentes recursos foram mencionados para a facilidade de acesso e aprendizado da língua estrangeira, de modo que, se forem bem utilizados, o passo seguinte será o intercâmbio, assunto para um próximo texto. Quem dispõe dessas ferramentas e sabe utilizá-las profissionalmente estará um passo à frente dos demais.

 

Profª Roberta Albuquerque – Licenciada em Letras com habilitação em Língua Espanhola pela Universidade Luterana do Brasil – ULBRA e MBA em Gestão Financeira  pelo Centro Universitário da Serra Gaúcha – FSG. Docente no Colégio Mutirão Máster. Ministra as disciplinas de Língua Portuguesa, Inglesa e Espanhol.

Língua estrangeira, o que eu tenho a ver com isso?

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Por Roberta Albuquerque

A pergunta acima, facilmente pode ser ouvida quando se fala na aprendizagem de uma língua estrangeira; alguns alunos, quando iniciam os estudos, costumam indagar: “professora, eu não sei nem o português, quanto mais outro idioma”. De fato, o português não é uma das línguas mais fáceis, porém outras línguas não são, necessariamente, mais difíceis. No entanto, que diferença poderá fazer na vida das pessoas, o domínio de um segundo idioma? Já é possível afirmar: muita! Porém, vejamos a seguir alguns pontos possíveis para esclarecimentos.

A cidade de Caxias do Sul é a segunda maior, em número de habitantes, do estado do Rio Grande do Sul (479.236 habitantes, conforme dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2016), partindo dessa informação, pode-se fazer um questionamento: o que contribui para o desenvolvimento da cidade e consequentemente, aumento da população, se há outras cidades da serra, com o mesmo perfil geográfico? A resposta é fácil: a indústria. O município conta com muitas empresas (25.929 empresas atuantes, conforme dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2016), atraindo migrantes de outras localidades. Mais uma pergunta: o que levou essas empresas a se tornarem grandes? Certamente, o trabalho focado, contendo estratégias relevantes para o seu desenvolvimento; porém ainda há algo mais….

Muitas dessas empresas, ou melhor, as maiores, não se detém ao mercado nacional (compra e venda de produtos de empresas resididas no país), elas comercializam os seus produtos com outros países, pois quanto maior o leque de clientes, maior a possibilidade de venda e faturamento, a chamada exportação; a qual tem uma grande representatividade nos resultados financeiros.

A exportação se dá, através de algo muito simples, mas para muitos, não tão óbvia: a comunicação, a qual é realizada entre o contato de vendedores e compradores. Para que se possa efetuar a venda, o funcionário precisa saber se comunicar em outra língua, até porque o português não é um dos idiomas mais falados no mundo. O inglês é considerado o idioma de negócios, tendo em vista a relevância do mercado financeiro Americano (Estados Unidos); porém no Brasil, o espanhol também possui grande notoriedade, principalmente devido ao Mercosul (Mercado Comum do Sul – organização intergovernamental, entre os países: Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai).

Se para a venda de produtos, a comunicação precisa existir, as pessoas precisam estar habilitadas a praticá-la. Para que isso ocorra, é necessário muito estudo, partindo do ensino regular e prosseguindo em cursos especializados. É possível notar o crescimento de escolas de idiomas nos últimos anos, demonstrando muita competitividade no mercado, com propostas diversificadas, focadas na escrita e conversação. Há também ferramentas disponíveis na internet e televisão a cabo. Desse modo, pode-se afirmar que é viável aprender outras línguas.

Hoje, a língua estrangeira ainda pode ser vista por muitos, como apenas opcional, porém não é; pois se os funcionários de uma grande empresa, não a soubesse, talvez essa empresa não fosse titulada como “grande”. Voltando ao nosso cenário, Caxias do Sul; se as empresas não tivessem um faturamento relevante, empregariam menos pessoas, pagariam menos impostos para o município, estado e governo federal, e consequentemente, a qualidade de vida que se tem, seria inferior. Melhor seria, se todos os impostos tivessem a sua destinação adequada, pois o resultado melhor refletiria; mas retomando a pergunta inicial, o que eu tenho a ver com isso? Tudo, pois se ninguém souber outra língua, o crescimento e desenvolvimento financeiro deixará de acontecer, pois o Brasil, infelizmente, não é autossuficiente.

Profª Roberta Albuquerque – Licenciada em Letras com habilitação em Língua Espanhola pela Universidade Luterana do Brasil – ULBRA e MBA em Gestão Financeira  pelo Centro Universitário da Serra Gaúcha – FSG. Docente no Colégio Mutirão Máster. Ministra as disciplinas de Língua Portuguesa, Inglesa e Espanhol.

Referências

http://cidades.ibge.gov.br/xtras/perfil.php?codmun=430510 07/05/2017 17:51

https://pt.wikipedia.org/wiki/Mercado_Comum_do_Sul 07/05/2017 17:53