Matemática e Raciocínio Lógico para Concursos

*Por Rodrigo Triches Panozzo

O peso da Matemática e do Raciocínio Lógico nos concursos públicos é elevado, pois, junto com a Língua Portuguesa, faz parte das disciplinas básicas de qualquer prova. Afinal, como assumir um cargo público sem saber escrever corretamente, sem saber calcular, ou sem pensar de forma mais racionalizada?

Estudar Matemática e Raciocínio Lógico exige um cuidado especial e, principalmente, exige TEMPO e DEDICAÇÃO, mas não fique aflito, basta um pouco de paciência e tudo pode ser resolvido. Muitas vezes, nossa ansiedade em resolver os problemas depressa faz com que a Matemática e o Raciocínio Lógico sejam “um grande bicho de sete cabeças”.

Depois de certo tempo, com certa experiência nós nos convencemos de que não é tão complicado assim.

E como podemos obter êxito? Frequentando aulas num curso, lendo, relendo, comparando e, é claro, praticando. Não conheço nada mais eficiente do que papel, lápis, borracha e umas boas horas pensando.

Atualmente, com a revolução da internet e dos celulares, temos a oportunidade de aproveitar nosso tempo ao máximo para os estudos, e em todo o lugar. Podemos ler algum texto, assistir a uma videoaula, analisar ou resolver provas de concursos passados, enfim, um universo de possibilidades para estudar.

Uma dica importante que gostaria de deixar é a de que você não precisa se limitar aos exercícios de uma única banca, de um único estilo de prova, procure diversificar, o importante é que seu nível intelectual na Matemática e no Raciocínio Lógico aumente, ficando igual ou acima daquilo que pretende concorrer. Alguns sites, como www.pciconcursos.com.br, https://acasadoconcurseiro.com.br, http://concursosnobrasil.com.br, www.folhadirigida.com.br, www.qconcursos.com possuem uma infinidade de provas de diversas bancas e de diversos cargos, sendo ambientes muito interessantes para o estudo. Dentre as bancas que poderá encontrar nesses sites estão CESPE, ESAF, FGV. Há também bancas com questões menos difíceis, como FUNDATEC, OBJETIVA, EXATUS. Essas bancas citadas costumam estar presentes em concursos de todas as esferas públicas.

Além disso, ao resolver uma questão, é necessário colocar-se “dentro do problema como se fosse seu” e pensar com racionalidade nas alternativas de solução.

Por isso, praticar, colocar-se frente a um exercício, um problema, e conseguir superá-lo, faz com que se sinta mais forte intelectualmente e com mais confiança – pré-requisitos importantes para quem está se preparando para um concurso. Nem é preciso dizer o quanto a concorrência é elevada em qualquer concurso e é realmente o momento daquele que está mais preparado tecnicamente e mentalmente.

ENTÃO, DESAFIE-SE!

E não pense que é necessário recorrer a memorizações de fórmulas matemáticas extensas, ou se preocupar com cálculos que produzem várias casas após a vírgula, já que nos concursos não é permitido o uso de calculadora, preocupe-se, portanto, em compreender a teoria que está por trás, a ideia, e, com isso, minimize os cálculos e esforços para a obtenção do resultado. Outro ponto importante é aprender a fazer simplificações nas fórmulas e expressões, pois isso reduzirá, e muito, o tempo gasto com cálculos. Para isso, não fuja das frações, pois quanto menos aversões a esse tipo de escrita dos nossos números você tiver, mais tempo poderá economizar numa questão, além de esgotar-se menos mentalmente.

Para finalizar, no momento de resolver um problema de Matemática ou Raciocínio Lógico, tenha atitude, leia e releia a questão até estar ciente do que precisa buscar, não faça como muitos que, mesmo antes de ler o problema, já estão reclamando.

Identifique qual teoria está ligada ao problema que precisa resolver (regra de três, funções, análise combinatória…).

Comece pelas questões mais simples e vá, gradualmente, aumentando o nível de dificuldade ao fazer exercícios e provas.

Encontre seu tempo para resolver os exercícios, já que apressar as coisas normalmente atrapalha e nos deixa ansiosos e com sentimento de incapacidade e, por fim, aprenda a fazer verificações de suas respostas. Esteja convencido de que o resultado encontrado faz sentido para o problema.

Para mim, estudar Matemática e Raciocínio Lógico é uma arte, onde a PRÁTICA leva-nos à PERFEIÇÃO.

Abraços, Profe. Rodrigo.

* Rodrigo Triches Panozzo possui graduação em Matemática pela Universidade de Caxias do Sul (UCS), especialização em Estatística Aplicada pela mesma universidade e mestrado em Matemática Aplicada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É docente no Colégio Mutirão Máster nos Preparatórios para Concursos e Cursos Técnicos e no Ensino Médio do Colégio Mutirão Objetivo de Caxias do Sul.

 

O uso da linguagem para a “geração net”

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*Por¹ Alessandra Pozzer

² Daiane Bandeira de Assunção Marin

A linguagem é a forma que utilizamos para nos comunicarmos uns com os outros em diferentes grupos sociais e ambientes. Possuímos formas diferentes de linguagem: escrita, oral e visual. Para este texto nos delimitaremos com a escrita.

Neste sentido, foi através dela que o ser humano criou uma forma de registrar suas ideias e de se comunicar, e, portanto, é especial porque permite que a vida que levamos hoje seja conhecida historicamente por aqueles que virão depois de nós, pelos nossos descendentes, segundo Godman (1991, p.31): a escrita é o resultado da expansão da cultura para além da tradição oral, para preservar esta cultura e passá-la a gerações futuras.

 Desta forma, é na escola que o aluno se apropria do conhecimento historicamente construído, sendo a escrita um instrumento de registro da memória cultural, política, artística e social de um povo. O ambiente educativo tem como finalidade formar pessoas que escrevam bem. A sociedade atual, exigi esta competência e é neste espaço que envolve conhecer as formas mais adequadas para os propósitos da língua escrita, como as normas próprias, regras de ortografia, pontuação, concordância, regência e acentuação que precisam ser compreendidas e apreendidas pelos educandos.

No cenário contemporâneo, com os avanços tecnológicos em uma velocidade jamais vista nos últimos tempos, há a necessidade de uma escrita que acompanhe este processo, conforme Amaral descreve: “a linguagem adotada no mundo virtual requer habilidades de escrita rápida para esta geração net, o que cria uma solução intermediária de comunicação, provocando muita preocupação aos estudiosos” (AMARAL, 2003, p.31). Mediante essa afirmação, podemos observar que a diferenciação da linguagem formal e informal não está muito clara para essa nova “geração net”.

No mundo virtual, por exemplo, em chats de conversa, redes sociais como WhatsApp, Facebook e Twitter outros recursos além da língua escrita são utilizados. É o caso dos chamados emoticons³, que para Pereira e Moura (2005, p.76):

São utilizados, pelos interlocutores, com o objetivo de representar, durante a dinâmica do diálogo que se trava, as manifestações discursivas que ocorrem normalmente numa situação de conversa oral face a face.

Esses são mecanismos que podem manifestar emoções, pensamentos e sentimentos de alegria, raiva, amor e facilitam a vida dos indivíduos, uma vez que eles não precisam mais recorrer à língua escrita para se expressarem. Por esse motivo, a geração net não se preocupa em diferenciar a linguagem escrita a ser utilizada virtualmente e aquela utilizada em contextos formais. Talvez, por não saberem a diferença entre uma e outra.

A linguagem formal é aquela regida pelas normas gramaticais e que nos é cobrada em diferentes situações, como: vestibulares, concursos, entrevistas de trabalho, trabalhos acadêmicos, etc. Já a linguagem informal não se preocupa com as normas gramaticais, sendo utilizada em conversas entre amigos e demais situações que não exigem a norma padrão da língua.

É responsabilidade da escola motivar e incentivar os estudantes a conhecer a linguagem escrita formal, e isso não é apenas uma incumbência dos professores de Língua Portuguesa, e sim uma prática interdisciplinar, como já descreve o significado dessa palavra no dicionário Aurélio: “que implica relações entre várias disciplinas e áreas de conhecimento; que é comum a várias disciplinas. ”

Sendo assim, é de suma importância saber a diferença entre as linguagens e saber em quais contextos devemos utilizar cada uma delas. Certamente, em algum momento, seja profissional, seja na vida social, a formalidade da escrita será exigida. É essencial orientar a nova geração net sobre o uso do “internetês”4 que pode causar limitações no vocabulário, dificuldade de articulação das frases, dificuldade de raciocínio e que pode atrapalhar a interpretação e a capacidade de leitura.

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³ Os emoticons são ícones formados por parênteses, pontos, vírgulas e outros símbolos do teclado. Eles representam carinhas desenhadas na horizontal, e denotam emoções.

4 Internetês é um neologismo (de: Internet + sufixo ês) que designa a linguagem utilizada no meio virtual, em que “as palavras foram abreviadas até o ponto de se transformarem em uma única expressão, duas ou no máximo cinco letras”, onde há “um desmoronamento da pontuação e da acentuação”

¹ Professora  Alessandra Pozzer – Licenciada em Letras pela UCS (Caxias do Sul – RS); Especialista em Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e Estrangeira pela Uninter. Professora da área das Linguagens do Colégio Mutirão Farroupilha.

² Professora Daiane Bandeira de Assunção Marin – Licenciada em Letras pela UCS (Caxias do Sul – RS). Professora da área das Linguagens do Colégio Mutirão Farroupilha e Tutora da Educação de Jovens e Adultos na mesma unidade de ensino.

Referências

 AMARAL, Sérgio Ferreira. Internet: novos valores, novos comportamentos. São Paulo: Cortez, 2003.

Interdisciplinar. Dicionário Aurélio. Disponível em: https://dicionariodoaurelio.com/interdisciplinar, acesso: 25/10/2016

GOODMAN, Kenneth. Unidade na leitura: um modelo psicolinguístico transacional. Letras de Hoje, Porto Alegre: Edipucrs, 1991.

PEREIRA, A.P.M.S.; MOURA, M. Z. da S. A produção discursiva nas salas de bate-papo: formas e características processuais. Belo   Horizonte: Autentica, 2005.